Cuidado: tem outro Personal Trainer de olho no seu cliente

Revista CREF-SP 2013 – Ciclo CREF4 do Conhecimento: Personal Trainer
18/12/2014
Luiz Antonio Domingues Filho entrevistado por Fabiano Malheiros
05/03/2015
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Hoje, ao transitar por alguns ambientes, seja uma academia, um espaço fitness de condomínio, um estúdio de personal training ou locais ao ar livre, onde há presença de profissionais de Educação Física, algo fica nítido: a inveja. Ela tem inúmeras formas de expressão, ela pode ser percebida através de indiferença, de rivalidade, de rejeição, de críticas, de ofensas, de difamação, de agressões, e até de vingança. Quem nunca presenciou isso?

A inveja surge como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou capacidades de outro colega, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela limitação física, pelo medo, pelo intelecto, enfim pela incompetência.

Isso gera uma angustia perante o que o outro profissional tem e o que o invejoso não tem. Este sentimento desencadeia o desejo de ter exatamente aquilo ou parte daquilo que o invejado tem, podendo ser tanto coisas materiais como qualidades. Não por acaso, a inveja é um dos sete pecados capitais.

Um Personal Trainer invejoso é um ser insatisfeito, seja por imaturidade, por frustração ou por repressão. No geral, esses indivíduos sentem, consciente ou inconscientemente, muito rancor contra outros colegas que possuem algo que eles também desejam, mas que não podem obter ou não conseguem desenvolver como experiência, autoridade, estabilidade financeira, felicidade, autonomia, enfim sucesso profissional.

É por isso que um indivíduo invejoso, ao invés de aceitar suas carências ou perceber seus desejos e capacidades e assim desenvolvê-los, opta por odiar e querer destruir todos os colegas que atuam como personal trainer, em outras palavras, a inveja é a raiva vingadora do impotente que, em vez de lutar por seus anseios, prefere eliminar a concorrência. É interessante observar que existe espaço para todos nesse mercado.

Se todos se preocuparem em crescer profissionalmente, buscando o aperfeiçoamento adequado, realizando um bom trabalho e preocupando-se menos com seus colegas ou parceiros, certamente teríamos um melhor convívio e um relacionamento mais harmonioso.

Por Luiz Antonio Domingues Filho